Vou tentar ser rigoroso na colocação de novas entradas no blogue, só para ser um pouco mais dia-a-dia.
Então hoje a aventura é tranquila mas com emoção, como convém para um primeiro bom fim de semana. Ia eu a caminho do meu destino quando, logo na paragem de origem do autocarro, entram duas senhoras de idade. A primeira muito despachada tenta passar o passe e segue viagem para o seu lugar após essa primeira tentativa frustrada. O condutor, que é dos que sempre que alguém não passa o bilhete ou passe reclama e faz questão de chamar a atenção das pessoas, lá se levanta e começa a chamar a senhora. Esta não está de modas e virando-se para a outra que vinha atrás de si, apenas diz:"vai lá ao condutor que ele quer alguma coisa, merda de bilhetes pá, vai lá, vai lá!" Começa bem a manhã, portanto com uma velhinha reivindicativa aos gritos no autocarro a dizer asneirada logo pela manhã e o condutor sem saber o que lhe dizer, mais uma cena caricata. A outra senhora lá falou com o condutor, que estava um pouco perdido, para tentar perceber o que se passava. Enfim lá falaram e se entenderam por fim. Nisto está um tipo negro vestido todo a rigor, fato, gravata, etc. que se vira e junta-se à festa:" mas ande lá com isto que eu tenho pressa, ficamos aqui a manhã toda agora ou quê?", sem demais comentários ou demoras o condutor lá seguiu viagem aos solavancos por entre os buracos da estrada devido à má suspensão do autocarro. Uma tempestade de sentimentos mais intempestivos portanto esta manhã. Todavia com o sol a acalmar as almas e a minha música lá pus o sorriso do costume para apreciar toda esta panóplia de eventos.
Entre todas as pessoas que entram e saem nesta carreira, é possível fazer um raio-x da sociedade portuguesa, pelo menos lisboeta. Não só porque ela começa no centro e termina nos subúrbios, mas também porque as pessoas que a frequentam têm todas as suas rotinas, a saber: os alunos do secundário que vão para a escola (dentro da cidade) com os seus penteados característicos e roupas fashion ou descaídas depois de fumar um primeiro, ou segundo, cigarro e entram no marquês para não subir a pé até às amoreiras; os alunos da primária que vão para a escola (nos subúrbios) com os pais a acompanhar ou sozinhos e entram após as amoreiras; as senhoras da limpeza que entram nas amoreiras depois do trabalho vespertino e que enchem de conversas, sorrisos e piropos o autocarro; a malta de fato e gravata que vai para as amoreiras ocupar o lugar limpo pelas últimas senhoras e que segue a ler o seu ipod, livro, jornal ou em silêncio e vêm do barco ou da baixa da cidade; os pais que vão deixar os filhos à escola e carregam as suas mochilas ou vão falando com as crianças e entram um pouco por todo o lado; os idosos que vão para as suas rotinas (quaisquer que elas sejam) e os ocasionais turistas ou pedestres que querem encurtar a sua rota e entram em qualquer ponto da carreira entre o seu início e o marquês... Bom muita gente mesmo e com uma grande diversidade. Todavia um dado curioso é que há dias em que a percentagem de mulheres é muito superior à dos homens e outros em que são iguais.
Por último, desejo-vos um bom fim de semana e, contrariamente ao título desta entrada, durante o fim de semana apenas utilizarei os transportes públicos para fins recreativos e não profissionais, como tal regresso segunda-feira apenas! :)
Então hoje a aventura é tranquila mas com emoção, como convém para um primeiro bom fim de semana. Ia eu a caminho do meu destino quando, logo na paragem de origem do autocarro, entram duas senhoras de idade. A primeira muito despachada tenta passar o passe e segue viagem para o seu lugar após essa primeira tentativa frustrada. O condutor, que é dos que sempre que alguém não passa o bilhete ou passe reclama e faz questão de chamar a atenção das pessoas, lá se levanta e começa a chamar a senhora. Esta não está de modas e virando-se para a outra que vinha atrás de si, apenas diz:"vai lá ao condutor que ele quer alguma coisa, merda de bilhetes pá, vai lá, vai lá!" Começa bem a manhã, portanto com uma velhinha reivindicativa aos gritos no autocarro a dizer asneirada logo pela manhã e o condutor sem saber o que lhe dizer, mais uma cena caricata. A outra senhora lá falou com o condutor, que estava um pouco perdido, para tentar perceber o que se passava. Enfim lá falaram e se entenderam por fim. Nisto está um tipo negro vestido todo a rigor, fato, gravata, etc. que se vira e junta-se à festa:" mas ande lá com isto que eu tenho pressa, ficamos aqui a manhã toda agora ou quê?", sem demais comentários ou demoras o condutor lá seguiu viagem aos solavancos por entre os buracos da estrada devido à má suspensão do autocarro. Uma tempestade de sentimentos mais intempestivos portanto esta manhã. Todavia com o sol a acalmar as almas e a minha música lá pus o sorriso do costume para apreciar toda esta panóplia de eventos.
Entre todas as pessoas que entram e saem nesta carreira, é possível fazer um raio-x da sociedade portuguesa, pelo menos lisboeta. Não só porque ela começa no centro e termina nos subúrbios, mas também porque as pessoas que a frequentam têm todas as suas rotinas, a saber: os alunos do secundário que vão para a escola (dentro da cidade) com os seus penteados característicos e roupas fashion ou descaídas depois de fumar um primeiro, ou segundo, cigarro e entram no marquês para não subir a pé até às amoreiras; os alunos da primária que vão para a escola (nos subúrbios) com os pais a acompanhar ou sozinhos e entram após as amoreiras; as senhoras da limpeza que entram nas amoreiras depois do trabalho vespertino e que enchem de conversas, sorrisos e piropos o autocarro; a malta de fato e gravata que vai para as amoreiras ocupar o lugar limpo pelas últimas senhoras e que segue a ler o seu ipod, livro, jornal ou em silêncio e vêm do barco ou da baixa da cidade; os pais que vão deixar os filhos à escola e carregam as suas mochilas ou vão falando com as crianças e entram um pouco por todo o lado; os idosos que vão para as suas rotinas (quaisquer que elas sejam) e os ocasionais turistas ou pedestres que querem encurtar a sua rota e entram em qualquer ponto da carreira entre o seu início e o marquês... Bom muita gente mesmo e com uma grande diversidade. Todavia um dado curioso é que há dias em que a percentagem de mulheres é muito superior à dos homens e outros em que são iguais.
Por último, desejo-vos um bom fim de semana e, contrariamente ao título desta entrada, durante o fim de semana apenas utilizarei os transportes públicos para fins recreativos e não profissionais, como tal regresso segunda-feira apenas! :)
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