sexta-feira, 21 de março de 2014

As coisas comuns :)

Olá, quase fim de uma sexta de trabalho né?

Então hoje vou dedicar esta entrada ao George Carlin que muito admiro pela sua comédia e crítica social :)

Pegando numa actuação dele inspirei-me para vos contar hoje sobre coisas comuns, mais umas, que se vão vivendo nos autocarros, mas não só.

Então estão a ver quando estão sentados, tranquilos na vossa viagem e sentem que o olho direito está ... torto? Sim aquele sentimento de que o olho está a fugir e vocês começam a fazer testes a ver se ele está mesmo torto, então começam a brincar com o olho, a olhar para baixo, para cima, para o lado, até que, finalmente, se faz o teste final olhando para o centro fixamente. Nesse momento apercebem-se, porque já não estão só concentrados na preocupação do olho estar torto, que várias pessoas observam com olhar curioso o que estão a fazer. Olhar curioso, ou censurador ou apenas de novidade, mas também reparam que há quem desvie o olhar, ou quem finja que não vos estava a ver desviando eles por sua vez o olhar quando vocês lhes põem os olhos em cima. O problema é que movem demasiado cedo e não naturalmente a cabeça para a janela geralmente (é o que está mais à "mão") só que por azar naquele momento o autocarro está a passar num túnel ou ao lado de um camião cuja única coisa visível (e sem interesse) é o pano lateral do seu contentor ahaha apanhados ou então perceberam que têm um problema no pescoço.

Outra coisa gira, é quando vocês ou a pessoa ao vosso lado está a dormir. Certo? A cabeça cai várias vezes e nós em negação puxamo-la para cima como que a tentar mostrar que não estamos a dormir. Mas de nada adianta, pois ela cai para baixo na mesma. Ontem uma senhora vinha assim ao meu lado, só que com a particularidade de que a cabeça cai para o meu ombro e agora? Se fosse para a frente, tranquilo provavelmente ria-me sem problema. Mas para o meu ombro, porquê a mim certo? E agora? Aquela questão que todos nos perguntamos, acordamos a pessoa? Deixamo-la dormir? Que fazer? No meu caso foi simples, ia sair e ela não se estava a babar. Sim babar, quem não se defrontou já com o babão incontrolável que tem uma poça de baba mesmo no centro da camisa por ir com a cabeça descaída para a frente a dormir? Todos, penso eu e ai risos não faltam, mas também não falta nunca acordar a pessoa, parece que é um estado de situação aceite intrínseca e universalmente por todos os mirones perante aquela pessoa.

Uma vez vinha também descontraído e alguém deu ... um pum. Verdade, no autocarro claro que começou logo tudo, mal o cheiro se fez sentir, a olhar muito seriamente para os lados, tipo avestruzes, com ar muito sério a tentar por um lado mostrar que estão extremamente desagradados e por outro que não foram eles. Estas pequenas coisas que em tudo são iguais quando passamos por elas. A verdade é que se o pum fosse sonoro, audivelmente perceptível, seria fácil identificar o culpado e lá poderíamos todos censurá-lo com o olhar, mas assim, estes silenciosos deixam uma mazela imperceptível na nossa alma, um sentimento de revolta e vingança não correspondido, que com o tempo, e o dissipar do cheiro, lá nos acalmam e permitem continuar a rir com o tipo que se está a babar duas cadeiras à frente e provavelmente foi quem se soltou na inocência do seu dormir. A dormir somos mais facilmente manipulados, mas afinal temos poder de persuasão também.

Há mais coisas, e uma em particular, que me atrai: telemóveis. Todos os temos, aparentemente, e muitos têm um toque definido (geralmente horrível), seja para os amigos, para os familiares, etc. Mas muita gente além dos toques definidos, tem, por alguma razão estranha, um volume de toque ainda mais esquisito que a música do toque em si. É giro ver esta gente a agir, todos, mal ouvem o primeiro acorde, dão um salto na cadeira, lançam-se como um cão a um osso à mala ou ao bolso e a primeira preocupação é atender sem sequer ver quem está a ligar, pois já sabem que o toque está com um volume muito alto. Porque não metem um volume de toque normal? Provavelmente querem acordar o tipo baboso da frente e desviar a atenção do pumliteiro de serviço.

Enfim viagens e viagens, mais histórias há, mas estas são para um fim de semana descansado e de riso.


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