Quem é Jessica? Há um filme indiano cujo título é, em inglês:"No one killed Jessica", e que fala sobre o assassinato de uma rapariga na Índia por um individuo cujo pai tem poderes políticos e o encobrimento de toda a situação, pretendendo servir de crítica ao que se passa nalgumas regiões (tipo, quase todas) na Índia em relação a estas situações. Mas bom, esta Jessica é outra definitivamente ...
Será? Sendo outra quem é ela? Alguma vez algum de vocês se questionou ao entrar no autocarro quem é o condutor à vossa frente? a pessoa que vos passa os artigos no super-mercado? quem nos vende o bilhete no cinema? Não, mas se calhar a Dona Júlia da mercearia, ou o Senhor Baptista do café já conhecemos. São rotinas portanto que nos aproximam mais de umas pessoas que de outras em função dos nossos interesses ou necessidades. Todavia esta rotina de andanças não me permite dizer quem é a Jessica daquele condutor que a tem tatuada no braço ...
Andando quase todos os dias de autocarro dá para perceber que estes condutores têm vida própria, gostos próprios, atitudes e ideias deles que vão manifestando ou demonstrando todos os dias. As calças e camisa azul, com o colete também ele azul são comuns, mas desde o cabelo longo, tipo metaleiro, à barba à D'Artgnan, passando pelos óculos estilosos, o cabelo grisalho ou ruivo, parando no género masculino ou feminino, existe todo um mundo de Jessicas se me faço entender. Estas bem vivas na sua individualidade, apesar dos traços comuns, com a música alta que ouvem quando entramos no autocarro, seja ela na rádio Comercial, RFM ou Vodafone, ou até talvez uma ligação sua e que permite ao autocarro inteiro (entenda-se passageiros) ouvir os hits do rock ou apenas um qualquer programa cómico daqueles no início da manhã.
Também a forma como abordam os passageiros que não passam o bilhete, esperam por alguém que vem lá ao virar da esquina a correr ou simplesmente seguem viagem para não se atrasar. A forma como escutam a ira das pessoas quando se atrasam ou quando uma carreira é alterada por ordem superior. No fundo são a cara da empresa, como seria de esperar, e o espelho das nossas ilusões ou desilusões, o mais comum, como os atrasos ou faltas de informação em relação a qualquer coisa.
Não consigo então aproximar-me destas Jessicas que me conduzem todas as manhãs ao trabalho, realizando o seu. Da mesma forma que não irei saber quem é a Jessica tatuada na parte interior do braço esquerdo daquele condutor que assim nos informa da existência dela mal entremos no autocarro e nos deparamos, assim que pomos o primeiro pé no primeiro degrau do autocarro. Mas também assim parece não interessar, pois podemos seguir com mais emoção, com mais incerteza também, ao criar um mundo para aquela pessoa que nos leva na sua rotina para qualquer lado que nos importa. Se interessar, pois então que perguntemos a eles quem são as Jessicas da sua vida que com certeza partilham connosco. Como é que sei? Porque apesar de termos todos um pouco do Sr. Baptista ou da Dona Júlia - as rotinas semelhantes aproximam mais as pessoas que as afastam - temos também a vontade de ir mais longe, especialmente num tempo em que não sabemos quem são as Jessicas e todos nos questionamos serenamente do topo do nosso desconforto sem agir a não ser pela fofoca diária e simples que nos impele a mais marasmo.
Será? Sendo outra quem é ela? Alguma vez algum de vocês se questionou ao entrar no autocarro quem é o condutor à vossa frente? a pessoa que vos passa os artigos no super-mercado? quem nos vende o bilhete no cinema? Não, mas se calhar a Dona Júlia da mercearia, ou o Senhor Baptista do café já conhecemos. São rotinas portanto que nos aproximam mais de umas pessoas que de outras em função dos nossos interesses ou necessidades. Todavia esta rotina de andanças não me permite dizer quem é a Jessica daquele condutor que a tem tatuada no braço ...
Andando quase todos os dias de autocarro dá para perceber que estes condutores têm vida própria, gostos próprios, atitudes e ideias deles que vão manifestando ou demonstrando todos os dias. As calças e camisa azul, com o colete também ele azul são comuns, mas desde o cabelo longo, tipo metaleiro, à barba à D'Artgnan, passando pelos óculos estilosos, o cabelo grisalho ou ruivo, parando no género masculino ou feminino, existe todo um mundo de Jessicas se me faço entender. Estas bem vivas na sua individualidade, apesar dos traços comuns, com a música alta que ouvem quando entramos no autocarro, seja ela na rádio Comercial, RFM ou Vodafone, ou até talvez uma ligação sua e que permite ao autocarro inteiro (entenda-se passageiros) ouvir os hits do rock ou apenas um qualquer programa cómico daqueles no início da manhã.
Também a forma como abordam os passageiros que não passam o bilhete, esperam por alguém que vem lá ao virar da esquina a correr ou simplesmente seguem viagem para não se atrasar. A forma como escutam a ira das pessoas quando se atrasam ou quando uma carreira é alterada por ordem superior. No fundo são a cara da empresa, como seria de esperar, e o espelho das nossas ilusões ou desilusões, o mais comum, como os atrasos ou faltas de informação em relação a qualquer coisa.
Não consigo então aproximar-me destas Jessicas que me conduzem todas as manhãs ao trabalho, realizando o seu. Da mesma forma que não irei saber quem é a Jessica tatuada na parte interior do braço esquerdo daquele condutor que assim nos informa da existência dela mal entremos no autocarro e nos deparamos, assim que pomos o primeiro pé no primeiro degrau do autocarro. Mas também assim parece não interessar, pois podemos seguir com mais emoção, com mais incerteza também, ao criar um mundo para aquela pessoa que nos leva na sua rotina para qualquer lado que nos importa. Se interessar, pois então que perguntemos a eles quem são as Jessicas da sua vida que com certeza partilham connosco. Como é que sei? Porque apesar de termos todos um pouco do Sr. Baptista ou da Dona Júlia - as rotinas semelhantes aproximam mais as pessoas que as afastam - temos também a vontade de ir mais longe, especialmente num tempo em que não sabemos quem são as Jessicas e todos nos questionamos serenamente do topo do nosso desconforto sem agir a não ser pela fofoca diária e simples que nos impele a mais marasmo.
